25 de agosto de 2011

Não Tenho Fé Suficiente para Ser do Reteté

Retirado do Livro "Não Tenho Fé Suficiente para Ser Ateu" pag.156
Aviso: o texto reduzido para se adequar ao formato do blog.

Para que um ato de Deus seja um sinal inequívoco de Deus, o ato precisa satisfazer certos critérios — critérios que vão distinguir os atos de Deus de qualquer outro fato incomum. Tal como o selo de um rei, o sinal de Deus deve ser singular, facilmente reconhecível e ser alguma coisa que somente Deus pode fazer. Em outras palavras, ele possui características que não podem ser explicadas pelas leis naturais, pelas forças da natureza ou por qualquer outra coisa no universo físico. Quais seriam esses critérios?
(...)
Somente Deus tem poder infinito (poder que está além do mundo natural), supremo projeto e propósito e pureza moral completa. Portanto, parece racional presumir que seus atos mostrariam ou conteriam elementos desses atributos. Desse modo, os critérios para os milagres verdadeiros são:

a) Um início instantâneo de um ato poderoso (o início do Universo);
b) Projeto e propósito inteligentes (o projeto preciso do Universo com o propósito de permitir a existência de vida; o projeto específico e complexo da vida em si mesma);
c) A promoção de comportamento bom ou certo (a lei moral que se impõe sobre nós).

O componente de poder dos milagres (a) significa que o sinal não poderia ser explicado naturalmente, pois, se uma causa natural fosse possível, então o sinal não poderia ser identificado definitivamente como um milagre. O milagre tem uma causa sobrenatural inequívoca — uma causa que transcende a natureza.
O componente do projeto (b) significa que qualquer sinal feito sem um propósito óbvio — confirmar a verdade ou um mensageiro da verdade, ou glorificar a Deus — provavelmente não é um sinal de Deus. Em outras palavras, não há possibilidade de Deus fazer milagres simplesmente com o propósito de entretenimento. Assim como a maioria dos reis da terra não usaram seu selo para uma coisa qualquer, o Rei do Universo não usaria seu selo por motivos frívolos. Além do mais, se ele usasse os milagres para simples entretenimento, então teríamos menos probabilidade de reconhecer seus propósitos quando estivesse tentando confirmar uma nova verdade ou um novo mensageiro. Desse modo, para não "fazer alarde desnecessariamente", os milagres devem concentrar-se na promoção de uma declaração de verdade e devem ser relativamente raros para que possam ser eficientes.
O componente moral dos milagres (c) significa que qualquer sinal ligado a um erro ou imoralidade não pode ser um sinal vindo de Deus. O erro e a imoralidade são contrários à natureza de Deus porque ele é o padrão imutável de verdade e moralidade. Ele não pode confirmar o erro ou a imoralidade.

Conjecturas do Tomé: não tenho fé suficiente para ser do reteté...

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